29.11.2017
  EMBARGO RUSSO PODE AFETAR PREOS EM MINAS GERAIS
   
 



O embargo russo à carne suína brasileira pode afetar drasticamente a produção de suínos de Minas Gerais, caso as negociações não sejam retomadas até o início de 2018.



A restrição imposta pela Rússia, no último dia 20, para vigorar a partir do dia 1º de dezembro, aconteceu após o Serviço Federal Sanitário e Fitossanitário detectar a presença de ractopamina e outros estimulantes para o crescimento muscular dos animais nas carnes, substâncias que são proibidas no país. O receio do setor produtivo de Minas Gerais é que a oferta de carne suína aumente no mercado interno, principalmente após as festas de final de ano, o que pode provocar queda nos preços. Os embarques destinados à Rússia respondem por cerca de 40% das exportações nacionais de carne suína.



De acordo com o vice-presidente da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg), José Arnaldo Cardoso Penna, o mercado local ainda não foi afetado pela suspensão das exportações para a Rússia. Porém, o receio é que o embargo se estenda.



"Mais uma vez a Rússia suspendeu as importações de carne suína do Brasil. No momento ainda não registramos impactos, principalmente pelo período ser de fraca demanda do mercado russo, devido ao congelamento dos portos em virtude do clima, o que impede que os navios cheguem à Rússia. Nosso receio é que o embargo se estenda até janeiro e fevereiro, o que pode causar perdas devido à fraca demanda registrada neste período no mercado interno, o que torna as exportações necessárias", explicou Penna.



Ainda segundo Penna, além da demanda russa ser pequena no atual período, o mercado interno segue aquecido e sustentando os preços pagos pelos suínos. As festas de final de ano, o pagamento do 13º salário, o aumento das vagas temporárias e os preços mais acessíveis da carne suína estimulam o consumo, tornando o último trimestre do ano o melhor período para o setor.



"Até a segunda semana de dezembro a tendência é que o mercado interno se mantenha em alta", explicou.



Equilíbrio - Caso a decisão da Rússia em suspender a compra de carne do Brasil não seja revista, os impactos devem ser sentidos a partir de janeiro. Isto devido ao período pós-festas e de férias, o que tradicionalmente reduz a demanda pela carne suína. As exportações no primeiro bimestre são consideradas fundamentais para equilibrar a oferta de carne no mercado interno ao consumo, uma vez que o período é de baixa demanda.



"Vamos torcer para que o embargo seja breve e os assuntos resolvidos logo. Para evitar estes problemas, é preciso que haja um posicionamento mais profissional das empresas, que precisam ter mais cuidados ao efetuar os embarques. Se na Rússia a ractopamina é proibida, as empresas precisam respeitar porque o erro de uma prejudica toda a cadeia".



Exportações - As exportações mineiras de carne suína para a Rússia somaram 20 toneladas de janeiro a outubro de 2017, movimentando US$ 52,59 mil. O volume é pequeno quando comparado ao total embarcado pelo Estado, que foi de 15,8 mil toneladas, gerando um faturamento de US$ 31,7 milhões.



A participação das exportações mineiras também é modesta na comparação com o volume embarcado pelo País. As exportações totais de carne suína brasileira (considerando-se todos os produtos, entre in natura e processados) alcançaram 551,9 mil toneladas entre janeiro e setembro, somando US$ 1,248 bilhão de janeiro a setembro. Maior importadora de carne suína do Brasil, a Rússia foi destino de 210,3 mil toneladas no período.



Apesar da participação pequena nos embarques, o mercado mineiro pode ser afetado com a entrada de carne suína proveniente de outros estados, principalmente do Sul do País, que são os maiores exportadores do produto para a Rússia.



Atualmente o quilo do suíno vivo, em Minas Gerais, é negociado a R$ 4,20, preço que ainda garante margem de lucro aos suinocultores.



Fonte: Diário do Comércio


 
     
 
     
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