01.02.2018
  AJUSTES EM JUROS FOMENTAM PRODUO
   
 



Lançado na última terça-feira, a linha de crédito para o pré-custeio do Banco do Brasil para a safra 2018/19 de grãos e de café é uma ferramenta considerada fundamental para o planejamento dos produtores. Ao todo serão R$ 12,5 bilhões a serem desembolsados para o agronegócio nacional. A estimativa é de que entre 9% e 10% do valor do crédito seja destinado a Minas Gerais. A manutenção da taxa de juros para os médios produtores e a redução de um ponto percentual na taxa para os demais foram medidas avaliadas como positivas e servirão de base para que as entidades representativas do setor incluam nas propostas para o Plano Agrícola e Pecuário 2018/19 a redução dos juros.



Em Minas Gerais, os produtores rurais já podem requerer o crédito da linha de pré-custeio. O valor total de recursos, R$ 12,5 bilhões, está 4,2% maior que os R$ 12 bilhões anunciados para a linha no ano anterior e 16% superior aos R$ 10,8 bilhões liberados na safra atual, que segue até junho.



De acordo com a coordenadora da Assessoria Técnica da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Aline Veloso, não houve alteração na taxa de juros para o pré-custeio no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), que ficou em 7,5% ao ano. Em relação a 2016, houve queda, uma vez que a alíquota era de 7,75% ao ano.



Para outros financiamentos, que inclui produtores de grande porte, a taxa de juros foi reduzida de 9,5%, praticada na safra 2017/18, para 8,5%.



"Ainda que as taxas de juros do pré-custeio estejam acima da Selic, a linha é a primeira parte do Plano Agrícola 2018/19. No momento atual, o sistema sindical está organizando as propostas para o governo federal sobre as demandas do setor para o Plano Agrícola 2018/19. Então, a manutenção da Selic e da taxa de juros do pré-custeio para o médio produtor, e a redução dos juros para os grandes produtores nos possibilitam também solicitar ao governo federal que o Plano Safra tenha as taxas de juros reduzidas nas demais linhas, que são de investimento, comercialização e custeio", disse Aline.



A representante da Faemg ressalta que, mesmo com a manutenção dos juros para os médios produtores e a queda para os demais, é importante planejar a tomada de crédito.



Planejamento - A linha é considerada fundamental para a competitividade do setor. Com o crédito antecipado, produtores de soja, milho, arroz, algodão e café conseguem adiantar as compras de insumos, planejar importações necessárias e negociar com os fornecedores. Além disso, ao comprar os produtos antes do período de alta demanda, é possível conseguir melhores preços.



"A tomada de crédito, ainda que ela esteja ou com as mesmas taxas de juros ou com taxas menores, ela precisa ser muito bem planejada pelo produtor. É uma oportunidade importante acessar o crédito de forma antecipada, mas o produtor precisa estar organizado para fazer uma boa gestão do recurso. Mesmo que a safra 2017/18 esteja em colheita, o planejamento antecipado para o próximo período produtivo é vantajoso para o produtor".



Fonte: Diário do Comércio



 

 
     
 
     
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